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Livro A

Reconhecimento de filiação

O pai ou a mãe pode reconhecer o filho direto no cartório, sem processo na Justiça. Também é possível reconhecer a filiação socioafetiva, de quem cria como filho.

Nesta página · 6 partes

§ 01

Reconhecimento biológico

Quando o registro de nascimento não tem o nome do pai (ou da mãe), ele pode ser incluído por reconhecimento espontâneo, feito direto no cartório. Não precisa de advogado, juiz ou exame de DNA.

O reconhecimento é irrevogável e o filho passa a ter todos os direitos, inclusive o sobrenome, se assim for pedido, e a herança.

§ 02

Quem precisa concordar

  • Menor

    Filho menor de 18 anos

    A mãe (ou o pai) que já consta do registro precisa concordar por escrito.

  • Maior

    Filho maior de idade

    O próprio filho precisa concordar. Sem o consentimento dele, o reconhecimento não acontece.

§ 03

O que trazer

Lista de documentos · Reconhecimento de paternidade e maternidade

0 de 4

Traga os originais, sem rasuras.

§ 04

Filiação socioafetiva

Quem cria como filho, com vínculo de afeto público e duradouro, pode ser reconhecido como pai ou mãe no registro, junto com os pais que já constam.

  • O filho precisa ter 12 anos ou mais e, se menor de 18, concordar com o pedido;
  • Quem reconhece precisa ser maior de 18 anos e ao menos 16 anos mais velho que o filho;
  • Os pais que constam do registro precisam concordar;
  • No cartório, cabe a inclusão de um pai ou uma mãe socioafetivos. Mais do que isso, só pela Justiça;
  • O vínculo é comprovado por documentos e o pedido passa pelo parecer do Ministério Público.

§ 05

Custos

O reconhecimento de filiação e a nova certidão são gratuitos.

Informações de caráter orientativo. A análise final de cada ato é do Oficial, conforme os documentos apresentados.